Esta semana o projeto Arte Naturalista, fase I, executado pelo IPTI está sendo apresentado no Fórum Mundial de Direitos Humanos, em Brasília, a convite do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Elaboramos um vídeo sobre o projeto para ser apresentado no Fórum, que pode acessado através do link:
http://vimeo.com/81619671
Um dos ilustradores, o aluno João Antônio, foi representar o grupo e o projeto em Brasília.
Foi disponibilizado um estande para o projeto. As ilustrações produzidas na fase I compunham, juntamente com o video que fizemos, o espaço de apresentação do projeto.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Curso de Biologia - aula 05
No dia 14/11/2013 aconteceu a aula 05 de biologia para o grupo, ministrada pela estagiária Jéssica Leite. A intenção é que esta aula coincidisse com a aula do Prof. Marco Namura, para que este, juntamente com a coordenadora do projeto, fizesse uma avaliação da efetividade dos conteúdos tratados e da didática tendo em vista os objetivos do projeto.
A atividade foi desenvolvida pensando sempre no “conhecer para preservar”. Para que os alunos se tornem um grupo disseminador, que promova uma consciência ambiental em suas comunidades é necessário o conhecimento sobre o ecossistema. Inicialmente foi apresentada a localização geográfica do Crasto, e as relações com a Mata do Crasto e o mangue (figura 1). O saber sobre a localização se faz necessário para o entendimento de características específicas do ecossistema manguezal. Como, por exemplo, a localização na foz do rio faz com que o ecossistema receba uma grande quantidade de sedimentos e como conseqüência os solos são poucos compactos dificultando a fixação das plantas. Além disso, a baixa velocidade das águas permite o acúmulo de matéria orgânica (proveniente do rio, do mar e uma pequena quantidade trazida pela chuva) que enriquece o solo, mas o torna desprovido de oxigênio.
Figura 1. Apresentação para os
alunos do projeto Arte Naturalista sobre a localização e sua influência na
região do Crasto, sobretudo para as espécies vegetais e animais encontrados em
manguezais.
Sabendo dessas características, o segundo momento da atividade foi contextualizar as fotos que foram previamente selecionadas para os alunos desenharem. Cada aluno ficou com três imagens. As imagens foram projetadas para que pudesse ser feita uma apresentação de questões como: sistema radicular, com destaque para a planta Rhizophora mangle conhecida como mangue vermelho, que possui raízes que crescem acima do solo e tem por função fixar a planta ao solo lodoso. Com base nessa função, há quem diga na comunidade científica que tal estrutura deva ser enquadrada como caule, mas o termo raiz ainda é comumente usado por pesquisadores. Estruturas como pneumatóforos (em mangue preto), propágulos (mangue vermelho) e glândulas de sais (evidentes em mangue branco) também foram enfatizadas.
Posteriormente a contextualização das imagens, sob a orientação de Namura, os alunos iniciaram os desenhos (Fig. 2).
Figura 2. Alunos do projeto Arte
Naturalista iniciando desenhando espécies encontradas no manguezal.
A atividade foi desenvolvida pensando sempre no “conhecer para preservar”. Para que os alunos se tornem um grupo disseminador, que promova uma consciência ambiental em suas comunidades é necessário o conhecimento sobre o ecossistema. Inicialmente foi apresentada a localização geográfica do Crasto, e as relações com a Mata do Crasto e o mangue (figura 1). O saber sobre a localização se faz necessário para o entendimento de características específicas do ecossistema manguezal. Como, por exemplo, a localização na foz do rio faz com que o ecossistema receba uma grande quantidade de sedimentos e como conseqüência os solos são poucos compactos dificultando a fixação das plantas. Além disso, a baixa velocidade das águas permite o acúmulo de matéria orgânica (proveniente do rio, do mar e uma pequena quantidade trazida pela chuva) que enriquece o solo, mas o torna desprovido de oxigênio.
Sabendo dessas características, o segundo momento da atividade foi contextualizar as fotos que foram previamente selecionadas para os alunos desenharem. Cada aluno ficou com três imagens. As imagens foram projetadas para que pudesse ser feita uma apresentação de questões como: sistema radicular, com destaque para a planta Rhizophora mangle conhecida como mangue vermelho, que possui raízes que crescem acima do solo e tem por função fixar a planta ao solo lodoso. Com base nessa função, há quem diga na comunidade científica que tal estrutura deva ser enquadrada como caule, mas o termo raiz ainda é comumente usado por pesquisadores. Estruturas como pneumatóforos (em mangue preto), propágulos (mangue vermelho) e glândulas de sais (evidentes em mangue branco) também foram enfatizadas.
Posteriormente a contextualização das imagens, sob a orientação de Namura, os alunos iniciaram os desenhos (Fig. 2).
2ª OFICINA
Do dia 11 à 14 de novembro de 2013, realizou-se a 2ª oficina preparatória do grupo, conduzida pelo Prof. Marco Namura. Em função do feriado do dia 15/11 não houve aula. O grupo não teria condução para levá-los ao Crasto, uma vez que os motoristas da prefeitura não trabalharam. Sendo assim, para não haver prejuízo no número de horas previsto, 30 horas ao longo do período de 11 à 14 de novembro, estendemos o número de horas diárias, compensando o dia 15.
Nesta ocasião o grupo, além da preparação do material didático para orientar as atividades no próximo ano nas escolas, começou a produzir as ilustrações para o catálogo científico que será produzido. Cada aluno escolheu um conjunto de imagens, coletadas na visita que fizeram ao manguezal, para ilustrar.
Nesta ocasião o grupo, além da preparação do material didático para orientar as atividades no próximo ano nas escolas, começou a produzir as ilustrações para o catálogo científico que será produzido. Cada aluno escolheu um conjunto de imagens, coletadas na visita que fizeram ao manguezal, para ilustrar.
Segue lista de presença:
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Reunião Diretores Escola Municipais de Santa Luzia do Itanhy
No dia 13 de novembro de 2013, aconteceu na sede do IPTI, no Crasto, uma reunião entre a coordenadora do projeto, Renata Piazzalunga, o pesquisador do IPTI, Saulo Barretto, o Prof. Marco Namura, 1 professor e 7 diretoras de escolas de ensino fundamental do município. O objetivo desta reunião foi dar continuidade às ações de planejamento das atividades, do Arte Naturalista, de inserção dos monitores, formados pelo projeto, nas escolas municipais, a partir de 2014, atuando junto à disciplina de Arte. Além disto, as diretoras puderam visitar o ateliê onde está sendo ministrado, esta semana, o curso do Prof. Marco Namura. Viram os jovens trabalhando nas ilustrações para o catálogo científico e puderam ver o roteiro de aulas que eles estão produzindo, o qual resultará numa apostila de apoio para a monitoria que farão o ano que vem nas escolas do município.
Uma sugestão que foi colocada por Sandra Gonzaga, responsável pela coordenação do Programa Mais Educação no município, foi fazermos um workshop com os professores de Arte, em fevereiro de 2014, para apresentarmos a eles o material didático, planejamento de aulas, que está sendo elaborado pelos jovens, com a coordenação do Prof. Marco Namura, para ser usado ao longo do semestre letivo nas escolas.
Foi unânime a consideração feita pelas diretoras de que o projeto Arte Naturalista não só contribuirá para a melhoria do ensino de Arte no município, que segundo as diretoras não conta com um quadro efetivo de professores especializados na disciplina, como também contribuirá, qualitativamente, para o entendimento da importância da disciplina na formação dos alunos que, atualmente, consideram a disciplina de Arte como menor e sem importância.
Segue lista das diretoras e professor presentes na reunião:
Uma sugestão que foi colocada por Sandra Gonzaga, responsável pela coordenação do Programa Mais Educação no município, foi fazermos um workshop com os professores de Arte, em fevereiro de 2014, para apresentarmos a eles o material didático, planejamento de aulas, que está sendo elaborado pelos jovens, com a coordenação do Prof. Marco Namura, para ser usado ao longo do semestre letivo nas escolas.
Foi unânime a consideração feita pelas diretoras de que o projeto Arte Naturalista não só contribuirá para a melhoria do ensino de Arte no município, que segundo as diretoras não conta com um quadro efetivo de professores especializados na disciplina, como também contribuirá, qualitativamente, para o entendimento da importância da disciplina na formação dos alunos que, atualmente, consideram a disciplina de Arte como menor e sem importância.
Segue lista das diretoras e professor presentes na reunião:
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Curso de Biologia - aula 04
Relatório de Atividades
No dia 01 de novembro de 2013, as estagiárias de biologia fizeram uma ida à campo, com o grupo de beneficiários do projeto, com intuito de fotografar
as espécies presentes na região do Crasto, para início da confecção do catálogo
ilustrativo científico do projeto ARTE NATURALISTA. O catálogo com ilustrações de cunho mais científico produzidas pelos jovens artistas, deve conter elementos da fauna e
flora da região, a partir das informações prévias fornecidas pelas estagiárias de biologia sobre a importância ecológica da fauna e flora da região.
Para realização dessa atividade
uma lista foi confeccionada contendo as principais espécies presentes entre o
ecótono Mata Atlântica e Manguezal da região do Crastro. A atividade teve
início com uma pesquisa das estagiárias no acervo disponível na web (busca pelo
SpeciesLink) e na Universidade Federal de Sergipe, das principais espécies
de flora e fauna presentes na região de Santa Luzia do Itanhy. A pesquisa foi feita também no
acervo do herbário da UFS.
A lista de espécies será
completada ao longo da execução do projeto, de acordo com o aprofundamento da pesquisa bibliográfica.
A ida à campo se deu pelo
Rio Piauí, que dá acesso a Mata do Crasto, com apoio de um pescador da região. Foram fotografadas e identificadas espécies da flora
e fauna local.
Para as espécies de flora de
manguezal foram identificados e fotografados exemplares de Rhizophora mangle (Figura
1A), popularmente chamado e identificado pelos próprios alunos do projeto, como
mangue vermelho ou mangue bravo; espécies de mangue branco, Laguncularia racemosa
(Fig. 1B); mangue preto, Avicennia germinans, (Fig. 1C); e mangue de botão, Conocarpus erectus, (Fig. 1D).
Figura 1-
Espécies da flora encontradas em área de manguezal na região do Crasto, Santa
Luzia do Itanhy, Sergipe. (A) Rizhophora
mangle, também conhecida como Mangue Vermelho. (B) Laguncularia racemosa, Mangue Branco ou Mangue Verdadeiro, suas
flores são brancas. (C) Avicennia
germinans, Mangue Preto ou Siriuba. (D) Conocarpus
erectus, Mangue-de-botão.
Os animais do manguezal mais
observados foram: Uca maracoani (tesoura), Callinectes
danae (siri azul), Aratus psionii (aratu) e Goniopsis cruentata (aratu-vermelho).
Apesar de não termos fotografado, também
foram observadas algumas espécies de aves sobrevoando a região. Dentre elas, a Casmerodius albusegreta, Garça-branca, se
destacava.
Esta ida a campo teve
resultado satisfatório visto que os alunos conseguiram identificar muitas
espécies das listadas para a área do Crastro. A atividade auxiliou e contribuiu
para maior compreensão dos alunos sobre a flora e a fauna no ecossistema da região.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Curso de Biologia - aula 04
ROTEIRO DE ATIVIDADES PARA A AULA 4 - 01/11/2013
Objetivo: Fotografar espécies da flora e da fauna associadas ao manguezal, selecionar as melhores fotos e distribuir para os alunos do projeto ARTE NATURALISTA para que eles possam desenhar.
Objetivo: Fotografar espécies da flora e da fauna associadas ao manguezal, selecionar as melhores fotos e distribuir para os alunos do projeto ARTE NATURALISTA para que eles possam desenhar.
Local: a atividade será realizada no Crasto, Santa Luzia do Itanhy.
Material a ser utilizado: Duas câmeras fotográficas e barco para deslocamento entre as margens do rio.
As inúmeras
espécies vegetais encontradas no mangue exibem características peculiares que
permitem a sobrevivência neste ambiente. O solo no manguezal é pobre em
oxigênio, como forma de adaptação, as plantas desenvolveram um sistema
radicular diferenciado. Raízes aparecem acima da superfície do solo. Aparecem também raízes escoras de diferentes
aspectos que servem para ancorar a planta ao solo lodoso, entre outras
adaptações. A fauna se relaciona diretamente ou indiretamente a essas plantas,
criando uma interação complexa e muitas vezes dependente.
A atividade será norteada a partir da lista elaborada pelas estagiárias de biologia, sob a supervisão do Prof. Clóvis, com a relação das espécies consideradas essenciais para comporem o catálogo ilustrado sobre o ecossistema manguezal.
Segue a relação das espécies:
Segue a relação das espécies:
PLANTAS
|
CRUSTÁCEOS
|
OUTROS ANIMAIS
aves que podem
ser observadas em manguezais
|
Avicennia germinans
Avicennia schaueriana (Mangue de suriúba)
Conocarpus erectus
Laguncularia racemosa (Mangue-Branco)
Rhizophora harisonii
Rhizophora mangle (Mangue-Vermelho)
|
Aratu (Aratus psionii)
Aratu-vermelho (Goniopsis cruentata)
Caranguejo
da lama (Eurytium limosus)
Caranguejo-Uçá (Ucides cordatus)
Chora-maré ou chama-maré (Uca leptodactyla)
Guaiamú (Cardisoma guanhumi)
Lagosta do Mangue
Mão-no-olho,
tesoura (Uca maracoani)
Maria-farinha
(Ocypode quadrata)
Pachygrapsus graciles
Sesarma crassipes
Siri azul (Callinectes danae)
Tamburutaca
Tesoura,
chama-maré (Uca thayeri)
Tesoura,
chama-maré (Uca victoriana)
Uca cumulanta
|
Águi-pescadora
Batuíra-do-bando
Batuiriçu
Caracará
Carrapateiro
Colhereiro
Garça-azul
Garça-branca-grande
Garcinha
Guará
Maçarico
Marreca-toucinho
Narceja
Perni-longo
Quero-quero
Saracura Socó dorminhoco Socó-caranguejeiro Socozinho Urubu |
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